No dia em que faziam 3 semanas sem me sentar numa das minhas meninas, devido há “chuva” que tem caído somente na minha terra!!! Com o aproximar das voltinhas clássicas era hora de finalmente sair de casa.
O dia era de reconhecimento de percurso para a mítica viagem a Fátima, mas, este ano com novo caminho, pois a malta gosta de inovar, e os trilhos abundam no nosso país. Para esta aventura estavam convocados o Paulo Rosa, o Zé Manel, a Carla e os mentores do percurso… eu e o Miguel Pais.
Saímos cedo, pois quando se vai à descoberta, os enganos são sempre uma hipótese presente, e o facto de regressarmos de comboio, também não nos permitia grande margem de manobra. Para este ano, a preocupação de fazer mais BTT, esteve sempre presente, e como tal apesar de ser um caminho totalmente rolante, para o primeiro dia, a terra será abundante… para o segundo dia, não posso falar pois só o farei na data da peregrinação.
Quando se prepara uma viagem para 30 perfeitos religiosos, uma coisa que se tem que levar em consideração é os locais de abastecimento e apesar de termos carro de apoio com comida, é sempre bom um lugar com algo especial e como é óbvio também isso foi prontamente provado por nós, para que nada falte.
Numa viagem sem subidas nem descidas, só há uma coisa a fazer… pedalar!!! E para quem esteve 3 semanas sem o fazer a certa altura as forças e as dores começaram a conjugar-se??? Honestamente, às vezes até de mim tenho vergonha, mas detesto estar em mau estado físico, e nestas alturas o meu pensamento é só um… tirem-me daqui!!!
Para azar meu, quando chegamos a Santarém, o comboio já tinha partido e nesta altura até me passou pela cabeça apanhar um táxi até à Golegã (local até onde vamos no 1º dia), coisa que deixou a Carla de boca aberta… mas, que isto sirva de aviso a todos aqueles que pensam fazer esta viagem… preparem-se pois vão estar pelo menos 8 horas a dar ao pedal e o rabo e as pernas vão-se queixar.
Felizmente, que o Miguel questão que todos fossemos até ao fim… especialmente eu!!! E ao mesmo e ao Zé Manel só posso agradecer todas as drogas e afins que me deram para que aguenta-se os Kms finais.
Chegados à terra longínqua, Golegã, dirigimo-nos ao café central da zona para comer uma iguaria local… o “Toureiro”… uma bomba calórica que aqui o lentinho fez questão de comprar dois e os restantes pedalantes compraram 1 para dividir por 4??? Entre eles eu??? E depois fico eu a pensar que por que será que não ando o suficiente!!! LOL
Após um excelente lanche em casa do Miguel foi tempo de visitar os aposentos que acolherarão os elementos do Passatempo BT e também estes ficaram aprovados para a pernoita. Daqui para Lisboa… Comboio para que te quero!!! E aqui é engraçado ver a cara dos passageiros a verem-nos entrar e a pensarem que nós devemos ser de outro mundo ou então maluquinhos da cabeça… mas, com o decorrer da viagem, momento este, aproveitado por nós para recordar velhas aventuras, é vê-los com atenção às nossas conversas com um pequeno sorriso nos lábios e a pensarem que, afinal nós é que a sabemos toda e a levamos direita… a vida claro!!!









Para castigo do Zé Manel, por se ter pirado de mim e dos restantes amigos que o mesmo convidou para este dia, teve de me levar a casa de carro para que eu e a Carla pudéssemos fugir à bela da subida de Santo António... apesar de ainda ter forças para a fazer, de certeza que iria chegar a casa num ritmo muito lento o que iria provocar um enorme decréscimo na minha reputação perante os meus vizinhos... é que eles ainda pensam que eu até ando qualquer coisa !!! esperem até ao dia de conhecer as “Locomotivas e Cª“...








Já em Belém, o rumo acabou por virar, e seguimos para a Expo, o que acabou por ser o maior erro do dia.
O resto da noite foi passada com bailarico animado e divertido e aqui deu para ver que até os elementos reais, sabem se divertir à grande e à Portuguesa... quem diria que o nosso Presidente era um bailarino de 2ª categoria !!! 2ª porque no local estavam presentes professores e alunos de dança da zona, que estes sim, estavam no nível acima.






Durante os primeiros Kms, já no mato, posso dizer que só vi um ciclista e o facto de andar totalmente sozinho no meio dos trilhos levou-me a ter alguns receios... chamem-me “Maricas”, mas o facto de não ter ninguém à minha volta, mas, sentir-me constantemente vigiado e espiado levou-me a mudar os meus planos e partir para uma “urbe”.